«Os hospitais sabiam e o deixaram operar»: o caso do cirurgião que mutilou 33 pacientes em Dallas

Por Josefina Reyes
10 June, 2026

Entre 2011 e 2013, o neurocirurgião Christopher Duntsch operou 38 pacientes em hospitais de Dallas. Apenas cinco saíram ilesos. Dois morreram. Trinta e três ficaram mutilados, paralisados ou com dor permanente.

O que divide as pessoas não é apenas o que Duntsch fez, mas o que os hospitais fizeram quando descobriram: demitiram-no discretamente e o deixaram continuar operando. Para alguns, essa decisão os torna cúmplices diretos de cada vítima subsequente. Para outros, o sistema não tinha instrumentos legais claros para agir mais rapidamente sem se expor a retaliação.

Em 2017, Duntsch foi condenado à prisão perpétua, o primeiro cirurgião na história dos Estados Unidos preso por atos cometidos na sala de cirurgia. Mas isso é suficiente quando aqueles que fecharam os olhos nunca enfrentaram qualquer consequência?

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