Matthew Robinson não deveria sobreviver sequer um dia.
Ele nasceu com deficiências tão graves que os médicos de Salt Lake City, Utah, deram-lhe apenas algumas horas de vida. Viveu 11 anos, cego, paralisado e confinado a uma cadeira de rodas. Nunca andou, nunca viu o rosto do pai. E, no entanto, naquele corpo que mal respondia, Ernest Robinson encontrou a pessoa mais forte que já conhecera.

Quando Matthew morreu, em 1999, Ernest se recusou a deixar que seu túmulo fosse apenas um ponto de dor no cemitério. Ele encomendou uma escultura que agora percorre o mundo em fotografias: seu filho deixando a cadeira de rodas para trás, com o corpo ereto e saudável, apontando para o céu com a mão livre. O Memorial Matthew Stanford Robison não representa uma morte. Representa aquilo que aquela criança jamais poderia ter em vida.

Todos que visitam aquele túmulo entendem algo sem que ninguém precise explicar: há pais que não podem curar seus filhos, mas podem deixar-lhes um lugar onde, mesmo que apenas em pedra, finalmente estão livres.
