«Parem de correr atrás de visualizações»: influenciadores são criticados por transformar tragédia em conteúdo para redes sociais

Por Pablo Román
13 August, 2026

Sempre que ocorre uma tragédia, as redes sociais se tornam uma ferramenta fundamental para informar, pedir ajuda e organizar doações. Mas também surge uma crítica que se repete com força crescente: até que ponto alguns influenciadores estão ajudando e quando estão simplesmente se aproveitando da situação para conseguir visualizações?

Passar por um terremoto em um avião prestes a decolar não estava na minha lista de desejos deste ano.

Após o terremoto que atingiu a Colômbia, começaram a circular publicações de criadores de conteúdo mostrando a emergência, compartilhando campanhas e até promovendo diferentes iniciativas. E, embora muitas dessas ações possam ajudar a ampliar o chamado por ajuda, também surgiram questionamentos sobre aqueles que parecem mais preocupados com curtidas, visualizações ou publicidade do que com as pessoas afetadas.

E este é o rosto de uma pessoa que, apesar de chorar a noite toda e acordar com um terremoto, ainda saiu para treinar. E o ditado cafona, mas verdadeiro, de hoje: Se este terremoto não fizer você ser honesto, honesto consigo mesmo, e motivado a perseguir seus sonhos, nada mais fará.

Em meio a essa discussão, a influenciadora e apresentadora colombiana Mabel Cartagena pediu aos colegas que garantissem que a ajuda não ficasse apenas nas redes sociais.

E se houver um terremoto e você tiver que sair de pijama? Qual deles você era? O do pijama feio?

«É lindo e maravilhoso que publiquemos ajuda, conteúdo sobre doações e tudo mais, mas também peçam que doem», disse ela, apontando especialmente para aqueles com grandes públicos e recursos para contribuir.

Sua mensagem foi ainda mais direta:

«É preciso colocar a mão no bolso».

O debate voltou a levantar uma pergunta incômoda para a era das redes sociais: quando ocorre uma tragédia, usar um público enorme para conseguir visualizações e produzir conteúdo é ajudar, aproveitar-se da situação ou as duas coisas podem coexistir?

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