«És muito feio, bastardo. Volta para Marrocos.» Foi isso que parte das bancadas do Atlético de Madrid gritou a Lamine Yamal durante o jogo no Metropolitano. Não a um rival anónimo: ao avançado mais jovem do Barcelona, um rapaz que ainda nem tem 18 anos e que já acumulou mais títulos do que muitos futebolistas conseguem em toda a sua carreira.

O mais grave não é apenas que tenha acontecido, mas que já tinha acontecido antes. Yamal não está a passar por um incidente isolado: é um padrão. Insultos racistas, referências às suas origens marroquinas, ataques que não têm nada a ver com futebol e tudo a ver com quem ele é. Sempre que o debate é reaberto, surgem as mesmas declarações, as mesmas condenações de rotina e as mesmas sanções que, aparentemente, não são suficientes para impedir que isto volte a acontecer.

Quantos mais jogos Lamine Yamal tem de suportar isto até que alguém na LaLiga, no Atlético ou na federação tome uma decisão que realmente doa?
