Prichard Colón morreu aos 33, onze anos depois de um árbitro ignorar os golpes ilegais que lhe causaram danos cerebrais irreversíveis

Por Rodrigo Martínez
13 August, 2026

Prichard Colón tinha 23 anos quando entrou no ringue para o que seria sua última luta.

Era outubro de 2015, na Virgínia, e seu adversário Terrel Williams o golpeou repetidamente na parte de trás da cabeça, aqueles golpes ilegais que as regras proíbem porque podem matar. O árbitro Joe Cooper viu os golpes e não interrompeu nada.

Prichard ficou com um hematoma subdural, 221 dias em coma e um cérebro danificado para sempre. Ele tinha um cartel de 16-1, era a grande promessa de Porto Rico e conquistou uma medalha de ouro pan-americana aos 17. Tudo isso ficou para trás de uma cadeira de rodas. Por onze anos, seus pais, Richard e Nieves, cuidaram dele na Flórida enquanto o boxe mal reagia: uma regra com seu nome em 2016, um título honorário em 2021. Terrel Williams nunca enfrentou nenhuma sanção real.

Nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, Prichard morreu aos 33. Seu pai confirmou a notícia no Facebook. A família não informou a causa exata, apenas que a luta nunca terminou de matá-lo completamente até agora.

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