Primeiro agente da polícia diagnosticado com sarna após participar na operação relativa à crise migratória de Ceuta

Por Josefina Reyes
19 August, 2026

Pediu luvas e máscaras a 5 de agosto. Foram-lhe entregues no dia 8, depois de nove dias completos em Ceuta sem proteção.

Dois dias depois de regressar a Madrid, este agente da Polícia Nacional desenvolveu erupções no peito e no abdómen. O diagnóstico: sarna. O Ministério da Defesa já reconheceu 24 casos da mesma infeção entre o pessoal militar destacado na cidade autónoma, embora sustente que não tiveram contacto direto com os migrantes.

O sindicato da polícia, Jupol, não ficou satisfeito com essa explicação. Mobilizou os seus serviços jurídicos para analisar se tinha havido uma violação dos regulamentos de prevenção de riscos profissionais e já exigiu que fossem realizados exames médicos a todos os agentes que regressam de uma missão em Ceuta. Se a análise confirmar responsabilidades, o sindicato promete levar o caso a tribunal.

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