🏴 🇦🇷
Há partidas que não são apenas partidas. São contas pendentes que o tempo guarda.
Em 22 de junho de 1986, no Azteca, Argentina e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de final.
Quatro anos antes, houve uma guerra. O futebol não a havia esquecido.
Os rostos daqueles que tombaram nas Malvinas ainda faziam parte da memória cotidiana. Por isso, aquela jogada foi vivida como uma libertação e uma reparação simbólica.
Diego chegou com o punho. Chegou com os pés. Chegou com tudo.
Ele mesmo explicou depois: foi «um pouco com a cabeça de Maradona e outro pouco com a mão de Deus».
E, quando isso não bastou, correu metade do campo, driblando ingleses, para marcar o que a
FIFA escolheu como o melhor gol da história das Copas do Mundo.
Dois gols. Um homem. Uma geração inteira que aprendeu a amar o futebol assistindo àquilo.
Maradona partiu em 2020. Mas deixou a dívida em aberto.
Na quarta-feira, 15 de julho, a Albiceleste enfrentará os ingleses, desta vez em Atlanta.
A primeira vez que se enfrentam em uma semifinal de Copa do Mundo.
A tocha foi passada. Lionel a tem aos seus pés.
Não se pede a ele a mão de Deus. Pede-se o que ele sempre deu: o futebol mais bonito que existe.
A infância de milhões espera nas arquibancadas. Diego observa de algum lugar que não precisa de coordenadas.
Agora é a sua vez, Leo. 🐐
✍️Rachaduras.
