Jasroop Singh tinha apenas 4 anos quando uma pequena mancha branca apareceu ao lado do seu olho.

Ao longo dos anos, ela se espalhou por toda a sua pele. Na sua comunidade sul-asiática, as pessoas nem sequer conseguiam dizer a palavra vitiligo, porque diziam que ela trazia azar. No ensino secundário, os colegas chamavam-lhe “pele de vaca”. A família levou-a à Índia para consultas médicas intermináveis, à procura de uma cura que nunca chegou. Aos 11 anos, cansada de tratamentos que não funcionavam, decidiu parar de tomar a medicação.

Tudo mudou durante o confinamento em Londres. Um dia, sem planejar, ela saiu à rua sem maquiagem e com a pele descoberta. Sentiu-se tão livre que publicou uma foto no Instagram, esperando críticas. Em vez disso, a agência de talentos Zebedee descobriu-a e, em uma semana, ela passou de trabalhar na Zara a protagonizar campanhas da Primark e editoriais da Vogue Italia. Hoje, aos 21 anos, Jasroop repete o seu mantra favorito: quer que as pessoas parem e olhem para ela, porque finalmente se sente em paz com a pele que queria esconder anos atrás.

