Romário: «Se eu acordasse com vontade, fazia sexo com minha esposa e depois ia para o jogo. Eu me sentia mais leve em campo».

Por Francisco Jacob
2 October, 2026

Todo time do mundo tem uma regra: no dia do jogo, o elenco vai junto. Romário nunca entendeu isso.

Em seu texto «Eu sou Romário», publicado no The Players’ Tribune, o campeão mundial de 1994 conta a história em primeira pessoa. Às vezes, ficava em casa, longe do resto do time. E solta a frase que ficou famosa: se acordasse com vontade, fazia sexo com a esposa e depois ia para o jogo. Em campo, diz ele, sentia-se mais calmo e leve.

Ele não apresenta isso como um conselho. Apresenta como parte de quem é: «Você tem que fazer o que funciona para você».

E há uma cena que o define perfeitamente. Antes de um jogo contra o Fluminense, ele tinha decidido não jogar. Enquanto o time estava concentrado, 24 horas antes da partida, passou o dia na praia. Depois, mudou de ideia. Chegou ao Maracanã quando os outros já tinham feito o aquecimento, entrou no vestiário sacudindo a areia do corpo e foi para o campo.

Esse era Romário. Um cara que não seguia manual nenhum, mas que, quando entrava na área, fazia o que quase ninguém consegue.

Os técnicos sonham com jogadores que obedecem. As arquibancadas se lembram daqueles que chegam com areia nos sapatos e decidem o jogo.

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