Portugal já não permite que as pessoas cubram o rosto na rua, em hospitais, recintos desportivos ou manifestações. Multas de até 3.000 euros para quem use uma burca, um niqab ou qualquer peça de vestuário que oculte o rosto, exceto por razões médicas, meteorológicas ou de segurança.

Para alguns, é senso comum: ninguém deveria circular num espaço público sem ser identificável, e as regras de convivência aplicam-se igualmente a todos. Para outros, é uma intrusão direta na liberdade religiosa e no direito de cada mulher a decidir sobre o próprio corpo.

A lei não menciona o Islão em nenhum dos seus artigos, mas todos sabem a quem se dirige. É uma medida de segurança razoável ou uma forma disfarçada de discriminação?
