Os patos não só têm uma das vidas sexuais mais estranhas do reino animal, como também estão no centro de uma verdadeira «guerra sexual evolutiva» há milhões de anos.
Em algumas espécies, a cópula forçada é comum, e os machos evoluíram órgãos genitais que podem lhes dar uma vantagem para conseguir a fertilização. Mas as fêmeas não ficaram para trás: com o tempo, sua anatomia também evoluiu para lhes dar maior controle sobre quem se tornaria o pai de sua prole.


E a solução parece saída de um filme: elas praticamente transformaram suas partes íntimas em um labirinto.
As patas fêmeas desenvolveram vaginas com espirais que se torcem na direção oposta à dos pênis dos machos, dificultando seu avanço. Mas também criaram um conjunto de «entradas falsas» ou becos sem saída dentro de seu trato reprodutivo.
Assim, quando ocorre uma cópula indesejada, é mais provável que o macho acabe em um beco sem saída e não consiga realizar a fertilização. Em outras palavras: você pode até conseguir entrar, mas isso não significa que encontrou o caminho certo.
Segundo a bióloga Patricia Brennan, essa evolução peculiar possibilita estudar uma verdadeira «guerra sexual evolutiva»: enquanto certas características masculinas evoluíram para promover a fertilização, as fêmeas desenvolveram obstáculos que lhes permitiram manter algum controle reprodutivo.
Aqueles patinhos inocentes que vemos nadando em um lago parecem mais evoluídos do que muitas mulheres. 🦆
