Emilio Medina tem 26 anos, vive em Villalcázar de Sirga, Palencia, e trabalha como agricultor e bombeiro florestal.
Um dia, alguém lhe escreveu no Instagram para lhe contar algo invulgar: tinha um frasco com sementes de tomate guardadas desde 1916 em Soria, Espanha. As sementes eram pretas, estavam secas, quase mortas.

Medina plantou-as sem grande esperança, usando técnicas que lhe foram ensinadas pelos agricultores mais velhos da aldeia. E, contra todas as probabilidades, germinaram.
Deram origem a plantas que agora produzem tomates de pele fina e sabor intenso, algo que ele descreve como «muito, muito, muito semelhante» ao que comiam as gerações de há um século.

Por detrás desta experiência há um projeto maior: um banco de sementes com mais de 1,000 variedades antigas, resgatadas de sótãos, caves e memórias familiares. Porque, para Medina, uma semente só continua viva se alguém a plantar novamente. Gostaria de experimentar o verdadeiro sabor dos tomates?
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