Katie Holley acordou assustada em sua casa em Melbourne, na Flórida.
Algo estava se mexendo dentro de seu ouvido esquerdo. Ela pegou um cotonete e encontrou o que pareciam ser duas finas pernas pretas. Seu marido, Jordan, iluminou o ouvido com a lanterna do celular e confirmou o pior. Era uma barata-palmetto viva, presa lá dentro. Jordan conseguiu puxar algumas de suas pernas com uma pinça antes de correrem para o pronto-socorro, onde um médico aplicou lidocaína para matá-la e removeu vários fragmentos, convencido de que o trabalho estava concluído.

Não estava. Nove dias depois, Katie ainda sentia desconforto, e seu médico de atenção primária extraiu mais seis pedaços da carapaça após várias lavagens. Somente um otorrinolaringologista, usando um instrumento parecido com uma tesoura, conseguiu remover a cabeça, o tórax e uma antena inteiros, que haviam ficado alojados em seu canal auditivo por mais de uma semana. Naquele mesmo dia, o médico lhe contou algo que a deixou atônita: era o segundo caso idêntico que ele tratava em poucas horas.


