
Ela ingressou no curso de Medicina Veterinária em 2020, sabendo que haveria aulas obrigatórias em alguns sábados.
O que ela não imaginava era que, anos mais tarde, acabaria enfrentando a própria universidade na Corte de Apelações de Valparaíso. A estudante, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pediu que as avaliações e oficinas práticas marcadas para os sábados fossem remarcadas, pois sua religião considera esse dia sagrado. Ela também se ofereceu para realizar trabalhos de reposição, para não perder essas atividades.

A Universidad Andrés Bello disse que não. A instituição argumentou que essas sessões de sábado são uma parte essencial da formação prática do curso e que esse arranjo era conhecido desde o momento da matrícula. A estudante levou o caso à Justiça, alegando uma violação de sua liberdade religiosa, mas, em maio de 2026, a Corte decidiu contra ela: concluiu que a universidade não a havia impedido de praticar sua fé, mas apenas exigido que cumprisse as obrigações acadêmicas que havia aceitado seis anos antes.
