Libby Huffer tinha 5 anos quando foi diagnosticada com neurofibromatose tipo 1, uma doença rara que causa nódulos não cancerosos na pele.

Ela levou uma vida normal até a adolescência. Então, surgiram as primeiras centenas de nódulos e, com eles, vieram as provocações. Seus colegas de classe achavam que ela era contagiosa e começaram a chamá-la de ‘bafo de lagarto’. Foi tão doloroso que ela parou de se apresentar como Elizabeth e passou a se apresentar como Libby, para nunca mais ter de ouvir aquele nome.

Em 1993, enquanto estava grávida da filha, os hormônios fizeram os tumores se multiplicarem até chegarem aos milhares. Hoje, aos 44 anos, ela estima que tenha mais de 5.500, da testa aos pés, e convive com dores crônicas. Ela passou por dez cirurgias para removê-los, mas a cirurgia não resolveu o problema: alguns tumores voltaram a crescer.

Sua última esperança é um tratamento especializado que poderia remover milhares deles em uma única sessão de cinco horas. Para arrecadar o dinheiro, Libby fez algo que evitava havia décadas: mostrar sua pele em público. Ela mora em Fort Wayne, Indiana, e diz que não pretende mais se esconder.
