Um detalhe pode mudar sua vida em um segundo, e foi exatamente isso que aconteceu com Cassi Taylor, que dirigia sua Toyota Tacoma por volta da meia-noite perto de Titusville, na Flórida.
Pouco antes da meia-noite de domingo, 30 de agosto, um jacaré atravessou as faixas no sentido sul da I-95, ao sul da State Road 50.
Um homem de 58 anos, do Canadá, viu algo atravessando no meio da estrada. Era um jacaré e, embora tenha tentado evitá-lo, já era tarde demais. Ele bateu de frente no animal, que morreu instantaneamente, mas não seria a única vítima.
“Eu me pergunto como ele foi parar ali”, disse Ronnie Stacy, outro viajante que passava pela região.
Cassi, que dirigia logo atrás dele, viu o acidente e desviou para evitar bater no veículo que acabara de atropelar o jacaré, mas perdeu o controle e capotou. Foi então que um erro facilmente evitável mudou completamente o desfecho.
A jovem não usava cinto de segurança e foi arremessada para fora do veículo, caindo na faixa central. Segundos depois, um terceiro carro a atropelou. A pessoa que dirigia continuou seu caminho sem parar e, até hoje, não foi identificada.


Cassi morreu no local. Ela tinha apenas 20 anos e estava começando uma nova fase de sua vida: um mês antes, havia seguido os passos de seu pai, o policial Scott Burke, e começado a trabalhar como assistente civil de serviços correcionais no Indian River County Sheriff’s Office. Na segunda-feira seguinte, ela seria empossada em seu novo cargo.
Um jacaré no meio de uma rodovia é algo altamente improvável e desencadeou uma cadeia de acontecimentos infelizes. Mas, no fim, foi um detalhe muito mais cotidiano que poderia ter mudado a história: usar cinto de segurança.
