Anmol Rodriguez tinha dois meses de idade quando seu pai jogou uma substância corrosiva sobre ela enquanto sua mãe a amamentava.
Sua mãe morreu em decorrência dos ferimentos. Anmol sobreviveu, mas perdeu a visão de um olho e ficou com cicatrizes que exigiriam anos de cirurgias.


Ela passou os primeiros cinco anos de sua vida em um hospital em Bombay. Nenhum parente jamais voltou para procurá-la.
Então, foi para um lar adotivo, Shree Manav Seva Sangh. Ali, pela primeira vez, ninguém olhou para ela unicamente por causa de seu rosto.


A universidade foi diferente. Os olhares, os sussurros, a rejeição. Ela terminava as aulas e ia direto para casa, enquanto outras pessoas viviam a vida social que ela também queria.
Ela interrompeu os estudos por um tempo. Um tutor a ajudou a voltar, sem pena e sem medo.
Ela se formou e conseguiu um emprego como desenvolvedora de software. Meses depois, foi afastada do cargo: seus próprios colegas de trabalho se sentiam desconfortáveis com seu rosto.


Então, ela fez o oposto de se esconder.
Começou a publicar suas fotos. Milhares de pessoas reagiram, reconhecendo sua confiança. Designers e marcas foram atrás dela. Ela desfilou em passarelas, atuou ao lado de Shabana Azmi no curta-metragem Aunty Ji e falou em um evento TEDx.
Em 2017, ela fundou a Sahas Foundation para apoiar outras sobreviventes de ataques com ácido.
A substância que desfigurou seu rosto não conseguiu apagar quem ela era.
Apenas a obrigou a provar isso duas vezes. 🕊️
