Ele tomou uma aspirina diária durante dois anos e seu risco de câncer de cólon caiu 50%, de acordo com o ensaio clínico

Por Aracely Molina
26 May, 2026

Nick James, um marceneiro britânico de 45 anos, viu sua mãe morrer de câncer e depois viu seu irmão desenvolver um tumor intestinal. Quando testes genéticos confirmaram que ele carregava o gene da síndrome de Lynch — uma mutação que multiplica drasticamente o risco de câncer colorretal —, ele se tornou o primeiro participante de um ensaio clínico liderado pelo professor John Burn: uma dose diária de aspirina como escudo preventivo. Dez anos depois, James não desenvolveu a doença. O mecanismo por trás do efeito aponta para duas vias: a aspirina inibiria a enzima Cox-2, envolvida no crescimento descontrolado das células, e bloquearia o tromboxano A2, uma substância da coagulação que poderia esconder células cancerígenas do sistema imunológico. Ao bloqueá-lo, as células malignas ficariam expostas e seriam eliminadas com mais eficácia. Um segundo ensaio, liderado pelo pesquisador sueco Martling e publicado em setembro de 2025, confirmou os resultados com doses ainda menores — entre 75 e 100 mg — e com efeitos adversos mínimos. O impacto foi tão imediato que, desde janeiro de 2026, a Suécia já oferece aspirina preventiva a todos os pacientes com câncer intestinal que têm essas mutações genéticas.

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