Toñi, a orca mais longeva do Estreito de Gibraltar, foi encontrada com 10 ferimentos de tiros de espingarda de chumbinhos na barbatana

Por Matías Mora
18 August, 2026

Toñi navega pelo Estreito de Gibraltar há quase 60 anos. É conhecida como «a avó»: é a orca mais longeva de uma população que mal ultrapassa os 40 indivíduos em todo o mundo.

Investigadores da WeWhale e da Iberian Orca Guardians compararam as suas fotografias recentes com o arquivo histórico e encontraram algo que não estava lá antes: dez buracos na sua barbatana dorsal e nas costas. O Atlantic Orca Working Group determinou que nove desses impactos formam um padrão de três filas de três, compatível com os nove chumbinhos de chumbo contidos num cartucho de calibre 12/70, munição usada para caçar javalis. O décimo buraco não faria parte desse padrão.

WeWhale

O Ministério para a Transição Ecológica abriu uma investigação após a denúncia das ONG, e a CIRCE, que estuda esta população desde 1999, juntou-se ao esforço de monitorização. Toñi pertence a uma espécie classificada como vulnerável, protegida por lei, e ainda assim alguém se aproximou o suficiente para lhe disparar. Continua a nadar e a caçar normalmente, mas, à sua idade, qualquer infeção pode ser fatal. Ainda ninguém confirmou quem puxou o gatilho.

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