Pedem um café e recebem muito mais do que isso.

Não há atendentes comuns neste café. Todas as pessoas atrás do balcão têm síndrome de Down, e não estão ali por caridade nem para uma foto bonita: estão ali porque alguém confiou que conseguiriam fazer o trabalho. Preparam o café, anotam os pedidos e atendem os clientes mesa por mesa. Fazem isso com uma seriedade e um orgulho que transparecem em cada gesto.

Por trás do negócio está uma ideia simples, mas raramente praticada: talento não falta; o que falta são portas abertas. Enquanto muitas empresas falam sobre inclusão em suas políticas, aqui a inclusão é servida quente, todos os dias, em cada xícara. Os clientes entram em busca de cafeína e saem com uma perspectiva transformada.

Não é preciso um grande discurso para transformar uma vida. Às vezes, tudo de que se precisa é um avental, uma função clara e alguém disposto a dizer: este é o seu lugar.

