David Viens tinha um restaurante em Lomita, Califórnia, e uma esposa, Dawn, de 39 anos, a quem acusava de roubar dinheiro do negócio.

Em outubro de 2009, ela desapareceu. Ninguém jamais encontrou seus restos mortais porque, como o próprio Viens confessou à polícia, ele os destruiu: colocou-a em um recipiente contendo quase 200 litros de água fervente e cozinhou-a durante quatro dias. «Deixei esfriar, coei e depois joguei os restos no lixo», disse ele. Sua versão era que ele havia amarrado as mãos e os pés dela com fita adesiva enquanto ela estava intoxicada e que ela morreu asfixiada depois de vomitar, com a boca coberta.

A acusação não acreditou nele. Na visão dos promotores, a verdadeira causa da morte foi estrangulamento, e foi por isso que ele precisou de quatro dias inteiros para se desfazer do corpo. Em 2011, antes de enfrentar o julgamento, Viens tentou tirar a própria vida ao saltar de um penhasco de 25 metros e ficou incapacitado. Ele chegou ao tribunal em uma cadeira de rodas. Em setembro de 2012, um júri de Los Angeles deliberou por cinco horas e meia antes de considerá-lo culpado de homicídio em segundo grau.

