Ana Elvia Cortés tinha 53 anos e ganhava a vida ordenhando seis vacas e cultivando milho com o marido no vilarejo de Palestina, Boyacá. Em 15 de maio de 2000, quatro homens encapuzados entraram em sua casa ao amanhecer, envenenaram o cachorro e prenderam em volta de seu pescoço um dispositivo feito de tubos de PVC e explosivos. Eles exigiram $7,500 para não detoná-lo.

O subinspetor Jairo Hernando López, de 28 anos, tentou desarmá-la durante horas à beira do anel viário de Chiquinquirá. Ele falou com ela calmamente, dizendo que tudo acabaria em breve e que depois almoçariam juntos. Ela só podia esperar, aterrorizada, enquanto metade do país acompanhava a cena pelo rádio e pela televisão.

Ao meio-dia, 12:30, a bomba explodiu. Ana Elvia morreu instantaneamente. López morreu horas depois, a caminho do Hospital Militar em Bogotá. A Procuradoria-Geral acabou prendendo José Miguel Suárez, seu próprio vizinho, que foi condenado a 32 anos de prisão. Uma mulher humilde pagou com a vida pela ganância de alguém que a via todos os dias.

