Jorgelina Aseff não conseguia se mover sozinha. Victoria também não. Elas se conheceram por meio de um aplicativo do Facebook em janeiro de 2026, semanas antes de se verem cara a cara pela primeira vez, e esse primeiro encontro não foi em um café nem em um parque: foi em um quarto do Hospital Lagomaggiore, em Mendoza, onde Victoria estava internada.


Jorgelina voltou àquele quarto mais duas vezes. Ali, em meio a soros intravenosos e exames médicos, o vínculo entre elas se tornou algo mais.


Victoria tem paralisia cerebral secundária e mobilidade muito limitada; ainda assim, foi ela quem organizou o pedido de casamento, com a ajuda de um segurança do hospital que se tornou seu cúmplice na encenação.


Hoje elas vivem separadas — Jorgelina com os pais, Victoria em outra casa — e cada viagem entre as duas casas é um desafio por causa das condições físicas de ambas.
Elas já têm um lugar para onde se mudarem juntas. Só falta uma pessoa cuidadora para ajudá-las todos os dias. Sem isso, nem a mudança nem o casamento com que Victoria sonha poderão acontecer.
