Uma adolescente contratou um colega de classe para matar a própria mãe no Chile porque ela não a deixava ter um namorado: o preço que colocou em sua vida foi de 60 dólares

Por Rodrigo Martínez
18 June, 2026

Ingrid del Carmen Barrera Rantul tinha 53 anos e vivia em Loncoche, na região de La Araucanía. No domingo, 15 de junho de 2026, ela foi encontrada morta em sua casa, nas ruas República e Porvenir, com mais de 80 facadas e múltiplas fraturas, as mais graves no pescoço. O autor direto foi um adolescente de 17 anos, colega de ensino médio da própria filha.

O que o Ministério Público reconstruiu nos dias seguintes é de uma frieza difícil de processar. A filha da vítima, também de 17 anos, supostamente planejou o crime junto com o namorado, da mesma idade. Juntos, contrataram o colega de classe para executá-lo e lhe pagaram 60.000 pesos chilenos — menos de 60 dólares. Ela deixou uma janela aberta para facilitar a entrada. Depois que o assassinato foi cometido, o casal voltou à propriedade e relatou ter encontrado o corpo: isso, segundo o Ministério Público, fazia parte do plano. Os três réus se entregaram voluntariamente e admitiram sua participação.

O promotor regional Roberto Garrido descreveu o ato como homicídio por encomenda e especificou o motivo: a mãe se opunha ao relacionamento amoroso da filha. A jovem responde por acusação de parricídio; seus dois cúmplices, por homicídio qualificado. A investigação ficou nas mãos da Brigada de Homicídios da PDI sediada em Temuco.

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