

Christian Vieler não persegue cachorrinhos saltando diante da câmara.
Ele procura algo diferente: focinhos completamente brancos, olhos cansados de olhar com lealdade durante tanto tempo, cicatrizes que contam histórias de anos inteiros. Cada um dos seus retratos é uma homenagem aos cães que o mundo muitas vezes ignora, os mais velhos que já não correm tão depressa, mas que ainda merecem um lugar num pequeno sofá quentinho.




Por detrás das fotografias há uma dura realidade: os cães mais velhos são os últimos a sair dos abrigos. Enquanto as famílias fazem fila por cachorrinhos, eles esperam anos inteiros, por vezes uma vida inteira, que alguém olhe para eles e veja não a sua idade, mas a ternura que ainda têm para dar. O trabalho de Vieler muda essa perspetiva, uma fotografia de cada vez.




