Uma jovem tomou comprimidos para enxaqueca e acabou com uma doença que a ciência acreditava ser coisa da Idade Média

Por Sebastián Jerez
24 July, 2026

Uma mulher de 24 anos chegou ao hospital incapaz de andar. A dor queimava das coxas aos pés, e suas pernas haviam mudado de cor, como se algo dentro delas as estivesse desligando lentamente.

Medicina e Saúde Pública

Médicos do Government Medical College em Thiruvananthapuram, Índia, encontraram algo que não esperavam ver no século 21: ergotismo, a mesma doença que na Idade Média era chamada de «fogo do inferno» e atribuída a maldições ou bruxaria. A verdadeira causa era muito mais banal. A paciente tomava ergotamina para suas enxaquecas, e essa substância, combinada com seus medicamentos antivirais para HIV, fez com que as artérias de ambas as pernas se estreitassem gravemente.

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O caso, publicado no The New England Journal of Medicine, terminou com o tratamento chegando a tempo de salvar suas pernas, mas não um dedo do pé esquerdo, que a gangrena já havia tomado. Um lembrete de que até os medicamentos mais comuns podem ocultar combinações perigosas.

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