Karyann Parkinson tem cinco filhos e estava grávida de oito meses quando deu permissão a Samuel, de 5 anos, para caminhar sozinho até uma lagoa próxima a fim de recolher penas de ganso. Eles moravam em Ford’s Colony, uma comunidade fechada em Williamsburg, Virgínia. O trajeto: meia milha, por uma rota que mãe e filho já haviam percorrido juntos antes.

Um segurança interceptou Samuel depois que um vizinho, alarmado ao vê-lo sozinho, ligou para denunciar o caso. Duas semanas depois, Parkinson foi presa. O sistema de justiça a condenou por contribuir para a delinquência de um menor, uma contravenção, com pena de seis meses de prisão suspensa. Mas a verdadeira punição veio separadamente: ela foi incluída no cadastro estadual de abuso e negligência infantil da Virgínia por 7 anos, o que a impede de se voluntariar na sala de aula do próprio filho até que ele chegue à sexta série.

O paradoxo é que a Virgínia tem uma lei criada especificamente para proteger esse tipo de decisão parental. Parkinson já anunciou que recorrerá, com uma audiência marcada para 16 de setembro. Enquanto isso, ela carrega um rótulo que nenhuma mãe deveria jamais ter de explicar.
