John Thompson tinha 18 anos e trabalhava sozinho na fazenda de sua família em Dakota do Norte naquele 11 de janeiro de 1992. Um eixo de transmissão sem proteção o prendeu e arrancou os dois braços perto dos ombros em questão de segundos.

Ele acordou na neve, entendeu o que havia acontecido e decidiu fazer algo que parecia impossível: levantar-se. Caminhou cem metros pelo chão congelado, abriu duas portas com a boca e o joelho e discou um telefone usando o nariz e uma caneta presa entre os dentes até conseguir falar com sua prima Tammy.

Cinco horas depois, ele estava no North Memorial Medical Center, perto de Minneapolis, onde duas equipes cirúrgicas trabalharam durante sete horas para reconectar o que a máquina havia separado.
