Uma mulher de 65 anos na Áustria tinha urina escura desde a infância, e cirurgiões encontraram seu coração manchado de preto

Por Josefina Reyes
6 August, 2026

A urina escura começou quando ela era criança. Ninguém deu muita atenção a isso até que, aos 40 anos, ela precisou passar por substituições de quadril e joelho em ambas as pernas devido a uma artrite grave que não condizia com sua idade.

Aos 65 anos, ela chegou a um hospital na Áustria por algo diferente: sentia falta de ar ao caminhar. Os médicos realizaram um ecocardiograma e um cateterismo e encontraram estenose aórtica grave; sua válvula cardíaca mal permitia a passagem do sangue. Ela foi submetida a uma cirurgia de coração aberto para substituí-la.

Foi então que algo que ninguém esperava apareceu. Ao abrir a aorta, os cirurgiões viram intensa pigmentação preta e tecido calcificado da mesma cor escura cobrindo a válvula. A microscopia confirmou depósitos de um pigmento marrom que havia se acumulado ao longo de toda a sua vida: ela tinha alcaptonúria, uma doença genética tão rara que afeta apenas 1 em cada 250,000 pessoas e que vinha manchando seus tecidos por dentro desde a infância sem que ela soubesse. Três anos após a cirurgia, ela continua sem sintomas cardíacos.

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