Uma passageira confrontou um homem por assediá-la em um ônibus de Bogotá e expôs seu rosto a todos os passageiros. O que você teria feito no lugar dela?

Por Alexander López
20 August, 2026

«Ninguém mais iria dizer nada.» Foi isso que pensou uma passageira de um ônibus alimentador de Bogotá quando decidiu romper o silêncio que geralmente protege os assediadores no transporte público.

Diante dos outros passageiros, ela apontou diretamente o homem que a havia assediado e não lhe deu a chance de descer como se nada tivesse acontecido.

A reação dela foi registrada e agora circula nas redes sociais, onde centenas de mulheres dizem ter passado por algo semelhante e nunca encontrado coragem —ou o apoio— para agir daquela maneira.

Em Bogotá, este não é um caso isolado. Em agosto de 2025, Helena Cadena, de 22 anos, relatou que havia sido tocada por um menor de idade em um ônibus alimentador da rota 10-8.

Um ano depois, outra jovem identificada como Marcela Almanza expôs publicamente um caso semelhante que testemunhou no TransMilenio, denunciando a indiferença do motorista e dos outros passageiros.

O padrão se repete: lotação, anonimato e silêncio.

A pergunta que persiste é simples e desconfortável: quantas vezes isso precisa acontecer antes que o sistema de transporte deixe de ser um lugar onde o assédio parece quase garantido?

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