Valeria diz que se recuperou do câncer em um único fim de semana. Na sexta-feira, ela tinha vários tumores e, na segunda-feira, quando voltou ao hospital para iniciar a quimioterapia, os médicos já não conseguiam encontrar as lesões.
Ela tinha pouco mais de 20 anos quando foi diagnosticada com câncer uterino. Devastada, voltou para a casa dos pais e acabou dormindo no antigo quarto da avó, onde havia um pequeno altar dedicado a Ceferino Namuncurá.
Foi então que começou a pedir a intercessão desse jovem argentino de ascendência mapuche, filho e neto de caciques, que queria se tornar padre e morreu de tuberculose em 1905, aos 18 anos. Naquele mesmo fim de semana, Valeria também foi à missa e recebeu a Unção dos Enfermos.
Quando fez novos exames antes de iniciar o tratamento, os médicos não encontraram nenhum dos tumores que haviam detectado dias antes. Seu caso foi investigado pela Igreja Católica durante anos, e um conselho médico envolvido no processo concluiu que sua recuperação havia sido súbita, completa, duradoura e inexplicável segundo os conhecimentos médicos da época.
Em 2007, o Vaticano reconheceu oficialmente sua recuperação como um milagre atribuído à intercessão de Ceferino. Esse reconhecimento abriu caminho para sua beatificação, e Valeria esteve presente em Chimpay para ver o jovem a quem havia recorrido anos antes ser declarado beato. 🥹
