Uma boneca conhecida como «Natasha» se tornou um dos fenômenos virais mais controversos da China nas últimas semanas.
O brinquedo, comercializado como um item antiestresse, retrata um bebê negro e foi projetado para ser apertado, esticado e deformado. No entanto, o que gerou indignação não é o produto em si, mas a forma como milhares de usuários começaram a usá-lo nas redes sociais.

Vídeos compartilhados em plataformas chinesas mostram pessoas batendo, pisoteando, arremessando, esmagando e até despejando água fervente sobre a boneca como forma de entretenimento.
A controvérsia se intensificou porque, embora existam versões em cores diferentes, a variante preta é a que aparece com mais frequência nesse tipo de gravação viral. Ativistas e membros da comunidade afrodescendente em Hong Kong denunciaram que a tendência promove a desumanização e normaliza a violência contra corpos negros.

As críticas rapidamente se espalharam para além da China. Vários comentaristas e especialistas apontaram que o problema já não é mais um simples brinquedo antiestresse, mas a mensagem que ele transmite quando uma figura infantil é usada como alvo de agressão para gerar conteúdo viral.
À medida que o debate continua a crescer nas redes sociais, a boneca Natasha se tornou um símbolo inesperado de uma discussão muito mais ampla sobre racismo, representação e os limites do entretenimento na internet.
Aqui está um clipe controverso:
