Um restaurante em Ezhou, na província de Hubei, perde sua porta de vidro em segundos. Não foi uma explosão. Foi um tornado com ventos de 257 quilômetros por hora, um fenômeno tão raro naquela região que a especialista em meteorologia Wang Xiaoling confirma que não se via um ali desde 2021.

Enquanto a cidade ficou coberta de destroços e árvores arrancadas pela raiz, o sul da China afundava sob a água. Em Nanning, a capital de Guangxi, as enchentes já haviam deixado 4 mortos e afetado 55,000 pessoas. Em Guigang, a 270 quilômetros de distância, uma estrada se transformou em um lago que engoliu carros inteiros, e um deslizamento de terra deixou 16 pessoas desaparecidas e 33 arrastadas pela correnteza.

O tufão Maysak mal havia terminado de castigar o Vietnã e Hainan quando a China já observava mais dois monstros: o supertufão Bavi, com ventos de 290 quilômetros por hora, e outro sistema ameaçando a costa leste. Taiwan já está mobilizando 29,000 soldados para o que está por vir.
