Vídeo: O professor que enfrentou um assaltante e acabou acusado de sequestro com homicídio

Por Ignacio Mardones
27 August, 2026

Na noite de 31 de março de 2025, Nicolás Díaz voltou a um posto de gasolina em Maipú, uma região de Santiago, Chile, para buscar seu carro. Horas antes, ele tivera de deixá-lo ali porque um dos pneus furara enquanto levava suas filhas à escola. Quando voltou para buscar o veículo, um grupo de homens o interceptou para roubá-lo.

Segundo seu relato, um dos assaltantes o agarrou pelo pescoço e bateu em sua cabeça. Díaz entregou o carro, mas conseguiu enfrentar um dos homens, que não conseguiu escapar. O homem foi imobilizado, e foi então que começou uma sequência de acontecimentos que mudaria completamente a vida do professor.

Captura de tela

O Ministério Público sustenta que Díaz continuou batendo no homem por cerca de 15 minutos, mesmo depois de ele já ter sido imobilizado. O professor admite que o agrediu, mas diz que agiu por medo e porque temia que os outros assaltantes voltassem.

Captura de tela

Ele então ligou para um amigo, que chegou acompanhado de outra pessoa. Segundo a versão de Díaz, os três colocaram o jovem em um veículo, inicialmente com a intenção de levá-lo a um centro médico. No entanto, durante o trajeto, perceberam que ele já não respondia. O corpo acabou sendo abandonado em Cuesta Barriga, uma estrada montanhosa localizada a oeste de Santiago.

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O corpo foi encontrado em 18 de abril de 2025, mais de duas semanas depois, por uma pessoa que passava pela região. Díaz foi preso e passou um ano e dois meses em prisão preventiva sob acusação de sequestro com homicídio. Mais tarde, foi libertado, mas continuou sujeito a prisão domiciliar integral enquanto aguardava julgamento.

Mais de um ano depois, o professor quebrou o silêncio e disse que se arrependia de suas decisões. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar integral e aguarda julgamento, no qual será determinada sua responsabilidade pelos acontecimentos. O Ministério Público mantém as acusações, e caberá, em última instância, aos tribunais estabelecer o que aconteceu naquela noite e se suas ações podem ser consideradas legítima defesa ou se constituem crime.

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