Shiv Shankar desligou o celular antes de sair de Surat. Tinha 26 anos, um plano e, segundo a polícia indiana, um filme para guiá-lo.

Ele tinha assistido a ‘Drishyam 3’ em um cinema da cidade, onde morava e trabalhava com a esposa. A lógica de um crime planejado, com um álibi e sem rastros digitais, chamou sua atenção. Em seguida, partiu em uma viagem de quase 2.000 quilômetros até sua aldeia no distrito de Samastipur, em Bihar. Passou por Patna e Hajipur, desceu na estação de Patori, pegou um riquixá motorizado e caminhou mais quatro quilômetros. Entrou pela porta dos fundos e atacou o pai, Raghuveer Sahni, 50, com um machado enquanto ele dormia. Fontes apontam uma disputa por terras da família e uma relação tensa entre os dois.

A armadilha estava em um único gesto. Em Patori, ele ligou o celular por alguns segundos para telefonar para a esposa e, em seguida, desligou-o novamente. Isso foi o bastante: a ligação deu aos investigadores a pista de que precisavam para rastreá-lo e prendê-lo em Surat.

Tudo o que se sabe sobre o caso vem do relato da polícia, e não houve condenação.
