Margaret Wegner, uma mulher alemã, sofreu durante anos com dores de cabeça crônicas e sangramentos nasais cada vez mais intensos. Tudo isso porque ela tinha um lápis alojado no cérebro havia 55 anos.

Ela tinha 4 anos quando caiu com um lápis na mão.
Ele perfurou minha pele e entrou na minha cabeça. Doeu muito.
Na época, não existia a tecnologia necessária para removê-lo sem colocar a vida dela em risco, então os médicos decidiram não operar, e ela aprendeu a conviver com 8 centímetros de madeira e grafite dentro dela. No entanto, ao longo dos anos, a decisão tomada inicialmente para salvá-la acabou colocando sua vida em perigo.


Até que finalmente, em agosto de 2007, quando ela tinha 59 anos, chegou sua vez. O Dr. Hans Behrbohm, da clínica Park-Klinik Weissensee, em Berlim, localizou o lápis, avaliou os riscos e removeu a maior parte dele. Não foi fácil: o objeto havia se deslocado à medida que ela crescia.
E, embora um fragmento de cerca de 2 centímetros tenha permanecido dentro dela, o cirurgião garantiu que ele não representava perigo.
Depois de 55 anos, Margaret ficou livre da dor e, o mais importante, recuperou o olfato. Um acidente que, embora tenha levado mais de meio século para ser resolvido, terminou com um final feliz graças à ciência.
