Marlo Spaeth adorava seu trabalho no Walmart. Por quase 16 anos, ela dobrava toalhas, organizava corredores e ajudava clientes em uma loja em Manitowoc, Wisconsin, com avaliações que a elogiavam repetidamente.

Em 2014, mudaram seu horário da tarde, o único que ela conhecia desde 1999. Marlo, que tem síndrome de Down, não conseguiu se adaptar, chegava tarde em casa, sentia-se mal e faltava ao trabalho por medo de perder o ônibus. O Walmart contabilizou essas saídas como faltas e a demitiu em 2015 por ‘absenteísmo excessivo’. Sua irmã e tutora legal, Amy Jo Stevenson, disse que Marlo ‘se fechou em uma bolha’ e continuava repetindo: ‘Por que eu? Por que fizeram isso comigo?’.

Stevenson pediu que seu turno anterior fosse restabelecido. O Walmart recusou, embora seus próprios supervisores tenham admitido que outros funcionários queriam aquele horário e que manter Marlo lhes custava menos dinheiro. A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego processou a empresa, e um júri em Wisconsin levou três horas para decidir contra a gigante do varejo, ordenando que pagasse mais de $125 milhões, valor posteriormente reduzido por lei para $300,000. O Walmart ainda não disse se irá recorrer.

