Um estudante do ensino médio criou uma IA que detecta autismo e TDAH com apenas uma varredura da retina e acertou em 89% dos casos

Por Krishna Medina
3 August, 2026

Um gene que ajuda a manter a retina limpa poderia explicar por que o olho pode revelar pistas sobre o que está acontecendo no cérebro.

Um gene que ajuda a manter a retina limpa poderia explicar por que o olho pode revelar pistas sobre o que está acontecendo no cérebro.

Aos apenas 14 anos, Edward Kang, de Hackensack, Nova Jersey, se deparou com um estudo que lhe pareceu quase ilógico: usar o olho para entender o cérebro. Essa descoberta de pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong o obcecou tanto que ele aprendeu a programar sozinho, usando tutoriais online, na tentativa de aprimorá-la.

Ramsha Waseem / Smithsonian Magazine

Foi assim que nasceu o RetinaMind, um sistema de inteligência artificial que analisa imagens da retina e detecta padrões associados ao autismo e ao TDAH com 89% de precisão. Kang não parou por aí: ele também identificou uma dúzia de genes candidatos, incluindo um chamado ABCA4, que poderia explicar por que as retinas desses pacientes parecem diferentes.

O projeto lhe rendeu o segundo lugar e $175,000 no Regeneron Science Talent Search 2026, a mais prestigiosa competição científica para estudantes do ensino médio nos Estados Unidos. E, embora o diagnóstico de autismo e TDAH geralmente leve meses ou anos, Kang já está pensando no próximo passo: ensinar seu modelo a distinguir níveis de gravidade para orientar melhor os tratamentos.

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